Até
os anos 90, a percepção de carreira era muito diferente comparada com os dias
atuais.
Naquela
época, a carreira, era caracterizada pela estabilidade e lealdade dos
funcionários, onde, na sua maioria, permaneciam no primeiro ou segundo emprego
ao longo de sua trajetória profissional, e em troca, buscavam estabilidade e
qualificação técnica. Tudo era muito previsível e estável sem muita
flexibilidade a qualquer mudança. Devido a baixa qualificação de mão de obra,
as empresas buscavam capacitar tecnicamente seus funcionários com o objetivo de
melhorar a produtividade da operação. Cada funcionário buscava especialização
dentro de uma carreira e pouco mudavam de função. As oportunidades internas
eram muito lentas e em formato vertical com muitos cargos e níveis.
Atualmente,
o tema carreira passa a ser discutido, de forma global, considerando diversas
percepções e necessidades de transformações. A partir dos anos 90, houve avanço
significativo de tecnologia, o que beneficiou diversos processos, atingindo
maior eficiência e agilidade. As empresas já percebem os impactos frente ao
dinamismo que hoje o mundo se encontra. Estão caracterizando
todo o atual cenário como VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity,
Ambiguity). Dentro de um cenário incerto e imprevisível as empresas
começam, não somente a valorizar a produtividade mas também focam energias na
competitividade, avançando visão estratégica da organização para garantir a
sustentabilidade e aumento de marketingshare.
Os
padrões não são mais os mesmos, o mercado cresce a cada dia e a cada minuto um
novo concorrente nasce. Entendendo que esta realidade vai continuar a permear
nossos cenários de negócios, organizações passam a pensar carreira de forma
diferenciada. Nasce então as carreiras Proteanas e sem fronteiras, que tem como
características, algumas abaixo:
·
O gerenciamento de carreira é
pelo próprio indivíduo e não pelas organizações.
· Onde as decisões e ou escolhas
de carreira são baseadas nas metas pessoais de cada um, nas reflexões do que o
indivíduo quer para si em termos não só de ambição financeira mas de sucesso
psicológico (sentimento de orgulho e de realização pessoal por alcançar seus
objetivos de vida, felicidade familiar e paz interior, etc).
·
Os ciclos de desenvolvimento
não são tão longos quanto antigamente e a progressão de carreira expande em
linha lateral e não somente vertical, dentro de diferentes empresas ou na mesma
empresa, em diferentes áreas.
·
Exige flexibilidade e
capacidade de adaptação constante.
· As pessoas dão o norte dos
caminhos que elas querem fazer, cada pessoa terá uma carreira diferente dentro
do mesmo cargo, ou seja, carreiras independentes e muitas vezes autônomas.
· As carreiras sustentam-se em
redes de relacionamento e de informação. Networking passa a ser fonte de
aprendizado.
Algumas
dicas relevantes para avançar no plano de carreira:
O
autoconhecimento passa a ser cada vez mais importante para que todos passem a
entender o que de fato é genuinamente importante para si, fazendo as escolhas
de carreiras de acordo com o que proporcionará seu sucesso psicológico.
Preparar-se
tecnicamente para então assumir novos desafios de acordo com o planejado, é
imprescindível. Nada adianta ter a oportunidade e não estar pronto para
abraçá-la.
E
um último ponto, não menos importante, é trabalhar o relacionamento interpessoal
(o networking). A cada dia mais este fator abrirá muitas portas, tanto para
trocas de conhecimentos e aprendizagem quanto para novas oportunidades de
trabalho.
Definitivamente,
é necessário o protagonismo para o auto gerenciamento de carreira, enquanto
empresas devem repensar em novas fórmulas de trabalhar o engajamento e proposta
de valor para os colaboradores. Esta proposta deverá englobar não somente
atrativos financeiros, mas também, em como contribuir para o sucesso
psicológico deles.
