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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

VUCA: O Cenário atual das Organizações e a Transformação de "Carreira".

 Até os anos 90, a percepção de carreira era muito diferente comparada com os dias atuais.
Naquela época, a carreira, era caracterizada pela estabilidade e lealdade dos funcionários, onde, na sua maioria, permaneciam no primeiro ou segundo emprego ao longo de sua trajetória profissional, e em troca, buscavam estabilidade e qualificação técnica. Tudo era muito previsível e estável sem muita flexibilidade a qualquer mudança. Devido a baixa qualificação de mão de obra, as empresas buscavam capacitar tecnicamente seus funcionários com o objetivo de melhorar a produtividade da operação. Cada funcionário buscava especialização dentro de uma carreira e pouco mudavam de função. As oportunidades internas eram muito lentas e em formato vertical com muitos cargos e níveis.
Atualmente, o tema carreira passa a ser discutido, de forma global, considerando diversas percepções e necessidades de transformações. A partir dos anos 90, houve avanço significativo de tecnologia, o que beneficiou diversos processos, atingindo maior eficiência e agilidade. As empresas já percebem os impactos frente ao dinamismo que hoje o mundo se encontra.   Estão caracterizando todo o atual cenário como VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity). Dentro de um cenário incerto e imprevisível as empresas começam, não somente a valorizar a produtividade mas também focam energias na competitividade, avançando visão estratégica da organização para garantir a sustentabilidade e aumento de marketingshare.
Os padrões não são mais os mesmos, o mercado cresce a cada dia e a cada minuto um novo concorrente nasce. Entendendo que esta realidade vai continuar a permear nossos cenários de negócios, organizações passam a pensar carreira de forma diferenciada. Nasce então as carreiras Proteanas e sem fronteiras, que tem como características, algumas abaixo:

·         O gerenciamento de carreira é pelo próprio indivíduo e não pelas organizações.
·         Onde as decisões e ou escolhas de carreira são baseadas nas metas pessoais de cada um, nas reflexões do que o indivíduo quer para si em termos não só de ambição financeira mas de sucesso psicológico (sentimento de orgulho e de realização pessoal por alcançar seus objetivos de vida, felicidade familiar e paz interior, etc).
·         Os ciclos de desenvolvimento não são tão longos quanto antigamente e a progressão de carreira expande em linha lateral e não somente vertical, dentro de diferentes empresas ou na mesma empresa, em diferentes áreas. 
·         Exige flexibilidade e capacidade de adaptação constante.
·         As pessoas dão o norte dos caminhos que elas querem fazer, cada pessoa terá uma carreira diferente dentro do mesmo cargo, ou seja, carreiras independentes e muitas vezes autônomas.
·        As carreiras sustentam-se em redes de relacionamento e de informação. Networking passa a ser fonte de aprendizado.

Algumas dicas relevantes para avançar no plano de carreira:

O autoconhecimento passa a ser cada vez mais importante para que todos passem a entender o que de fato é genuinamente importante para si, fazendo as escolhas de carreiras de acordo com o que proporcionará seu sucesso psicológico.
Preparar-se tecnicamente para então assumir novos desafios de acordo com o planejado, é imprescindível. Nada adianta ter a oportunidade e não estar pronto para abraçá-la.
E um último ponto, não menos importante, é trabalhar o relacionamento interpessoal (o networking). A cada dia mais este fator abrirá muitas portas, tanto para trocas de conhecimentos e aprendizagem quanto para novas oportunidades de trabalho.

Definitivamente, é necessário o protagonismo para o auto gerenciamento de carreira, enquanto empresas devem repensar em novas fórmulas de trabalhar o engajamento e proposta de valor para os colaboradores. Esta proposta deverá englobar não somente atrativos financeiros, mas também, em como contribuir para o sucesso psicológico deles.