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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

RH como Parceiro do Negócio e dos Talentos, em momento de crise econômica.


      Em um cenário extremamente preocupante e pressionador, onde tudo se demonstra volátil, incerto, complexo e ambíguo, as empresas encontram muitos desafios como reduzir os custos e  manter as expectativas de expansão. Neste momento, a área de Recursos Humanos tem a oportunidade de demonstrar a importância de seu papel como parceiro estratégico das organizações.

Recursos Humanos deve apoiar a organização, aproveitando o momento, para implementar inovações e transformações, sempre com o foco nas metas e objetivos do negócio, buscando  influenciar a organização a trabalhar com custos competitivos, principalmente no que se refere a pessoas.

Pensar fora da caixa, trazer projetos de RH inovadores, estabelecer objetivos da organização atrelados a metas individuais e ter uma equipe de alta performance, contribui para alavancar resultados em momento de crise.

O momento é propício para as empresas avaliarem a sua estrutura organizacional e perfil de colaboradores que deseja manter e investir. Apesar do mercado não estar com muitas demandas de contratação, as que existem, buscam os melhores recursos, e perder talentos neste momento de crise pode ser impactante para qualquer organização. Devido a isto, é de extrema importância as organizações manterem os colaboradores que de fato fazem a diferença para a corporação, tanto os talentos de carreira técnica quanto os de gestão.

A identificação e retenção das pessoas-chave é o primeiro passo a ser dado. RH deve estimular as ferramentas de gestão junto a liderança e se faz necessário uma boa prática de gestão de desempenho e performance reconhecendo aqueles que fazem a diferença dentro da organização.

Apesar de entendermos que a carreira é de responsabilidade de cada colaborador e que é de papel do gestor identificar talentos e potencializar o desenvolvimento destes, RH deve apoiar a liderança para manter os recursos certos para as entregas, usando de indicadores para medir com eficácia a contribuição de cada colaborador.

Momentos de crise, são momentos oportunos, no qual o RH pode tanto atuar como um parceiro relevante para o negócio quanto para o desenvolvimento de talentos. A estratégia para vencer esse período de crise econômica de forma menos sofrida é manter uma boa comunicação interna criando uma visão compartilhada entre os colaboradores, identificando ações e expectativas da empresa e dos colaboradores.

terça-feira, 26 de maio de 2015

O CAOS DA MUDANÇA: Profissionais de RH e seu papel fundamental no processo


Quando falamos de mudança, seja ela de que origem for, diversas emoções internas se manifestam nos indivíduos. Junto as emoções, o medo, muitas vezes inconsciente, chega sem pedir licença.

Dentre os principais medos, ressalto alguns mais intrínsecos: medo de errar ou falhar, medo de perder a identidade e características, medo de não aprender, medo de ser punido, medo de não ser útil e o medo de perder o seu lugar ou espaço. Junto ao medo, naturalmente, vem a resistência à mudança, o que dificulta ainda mais este processo.

O indivíduo que passa por um processo de mudança, transita em estados emocionais significativos que se resume em: negação ao novo, a raiva, a necessidade de barganha, a depressão e por fim a aceitação da nova situação. Na migração de uma situação antiga para uma nova situação (o desconhecido), o individuo chega ao limite do caos respondendo com um grau de resiliência bastante instalado.

Para que o individuo possa passar por esses estados emocionais ou fases da mudança, de forma satisfatória, é preciso diminuir o sofrimento das pessoas. Os profissionais de Recursos Humanos podem contribuir para que esta transição seja menos dolorosa. Dentre muitas, cito algumas melhores práticas:
  1. *Desenvolver a empatia;
  2. *Acolher as pessoas no processo de mudança aceitando e entendendo as resistências    naturais e não as reprimindo;
  3. *Ensinar sobre o processo da mudança e os possíveis estados emocionais que sentirão, tranquilizando-os e proporcionando-os autoconhecimento, no momento em que estiverem vivenciando tais manifestações emocionais;
  4. *Transmitir confiança e conexão com as pessoas;
  5. *Acompanhar as pessoas durante todo o processo e trabalhar uma escuta ativa;
  6. *Compreender os comportamentos individuais identificando os estados que cada um se encontra;
  7. *Endereçar as dúvidas sempre que necessário (ser e estar disponível).


De fato, a mudança sempre fará parte das histórias individuais, organizacionais e culturais, por isso, quanto menos sofrido for este processo, mais rápido nos adaptaremos ao novo.


“Nada é permanente, exceto a mudança”. Heráclito