Quando falamos de mudança, seja ela de que
origem for, diversas emoções internas se manifestam nos indivíduos. Junto as
emoções, o medo, muitas vezes inconsciente, chega sem pedir licença.
Dentre os principais medos, ressalto alguns
mais intrínsecos: medo de errar ou falhar, medo de perder a identidade e características,
medo de não aprender, medo de ser punido, medo de não ser útil e o medo de
perder o seu lugar ou espaço. Junto ao medo, naturalmente, vem a resistência à
mudança, o que dificulta ainda mais este processo.
O indivíduo que passa por um processo de
mudança, transita em estados emocionais significativos que se resume em: negação
ao novo, a raiva, a necessidade de barganha, a depressão e por fim a aceitação
da nova situação. Na migração de uma situação antiga para uma nova situação (o desconhecido),
o individuo chega ao limite do caos respondendo com um grau de resiliência
bastante instalado.
Para que o individuo possa passar por esses
estados emocionais ou fases da mudança, de forma satisfatória, é preciso diminuir
o sofrimento das pessoas. Os profissionais de Recursos
Humanos podem contribuir para que esta transição seja menos dolorosa. Dentre
muitas, cito algumas melhores práticas:
- *Desenvolver a empatia;
- *Acolher as pessoas no processo de mudança aceitando e entendendo as resistências naturais e não as reprimindo;
- *Ensinar sobre o processo da mudança e os possíveis estados emocionais que sentirão, tranquilizando-os e proporcionando-os autoconhecimento, no momento em que estiverem vivenciando tais manifestações emocionais;
- *Transmitir confiança e conexão com as pessoas;
- *Acompanhar as pessoas durante todo o processo e trabalhar uma escuta ativa;
- *Compreender os comportamentos individuais identificando os estados que cada um se encontra;
- *Endereçar as dúvidas sempre que necessário (ser e estar disponível).
De fato, a
mudança sempre fará parte das histórias individuais, organizacionais e
culturais, por isso, quanto menos sofrido for este processo, mais rápido nos
adaptaremos ao novo.
“Nada é permanente, exceto a
mudança”. Heráclito


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